Infelicidade é viver para (tentar) agradar aos outros


Em algum momento de sua vida você já deixou de fazer algo que gostaria por medo da opinião dos outros? Pois é, é bem provável que a resposta tenha sido positiva, pois esta é uma situação que costuma acontecer com todos nós, consciente ou inconscientemente.

Se não nos questionamos, corremos o risco de repetir padrões de comportamento que são socialmente aceitos e esperados, mas que não correspondem necessariamente ao que somos ou sentimos. Vou dar um exemplo no campo profissional. Sabemos que em nossa sociedade algumas carreiras são consideradas de sucesso, enquanto outras são discriminadas e deixadas à margem das escolhas dos jovens.

Suponhamos que um jovem escolheu a carreira de Medicina, não por se identificar com a profissão ou por se sentir realizado naquilo que faz, mas por se sentir na obrigação de dar continuidade a uma tradição familiar de muitos médicos. Em um certo momento de seu caminho, esta pessoa cai em si e se percebe infeliz, mesmo tendo alcançado o que a sociedade considera um elevado padrão de vida, possui uma boa casa, carro e uma linda família. Este pode ser um período de grande sofrimento para o jovem médico, uma vez que suas atividades cotidianas já não lhe transmitem nenhuma emoção ou prazer. Apesar disto, ele tem tudo em suas mãos para se reinventar, ir em direção ao desconhecido, ao novo.

Obviamente, escrever/falar é muito mais fácil do que agir e conseguir realizar a mudança efetivamente. No entanto, o conhecimento de si, de suas verdadeiras habilidades e aptidões podem auxiliar neste processo.

Na maioria das vezes, vivemos para agradar a diferentes pessoas e não a nós mesmos. Queremos que as pessoas nos amem,  nos aceitem, mas muitas vezes nós não aceitamos aqueles que são diferentes de nós e também não nos aceitamos como somos. A valorização de si mesmo é muito importante, de nossas ideias, comemorar conquistas e realizações, por menores que sejam, sem nos comparar aos outros, pois isto não leva a lugar nenhum proveitoso, mas a um estado de baixo autoestima.

Este é um desafio diário, não é fácil não se importar e nem se deixar afetar pelos outros, contudo, quando conseguimos fazê-lo, isto se torna algo libertador e transformador, consequentemente. Então, vamos à luta, a mudança começa com a consciência do que nos aflige e o desejo de mudar. Vamos um passo de cada vez, lembrando que passos alegres valem por três...


"Viva para agradar os outros e todos ficarão contentes, exceto você" (autor desconhecido)



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